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Verbos Intransitivos

São os verbos que não necessitam de complementação. Sozinhos, indicam a ação ou o fato. Assistir será intransitivo, quando significar morar. Assisto em Londrina desde que nasci. Custar será intransitivo, quando significar ter preço. Estes sapatos custaram R$50,00. Proceder será intransitivo, quando significar ter fundamento. Suas palavras não procedem! Morar, residir e situar-se sempre são intransitivos. Moro em Londrina; resido no Jardim Petrópolis; minha casa situa-se na rua Denise de Souza. Deitar-se e levantar-se são sempre intransitivos. Deito-me às 22h e levanto-me às 6h. Ir, vir, voltar, chegar, cair, comparecer e dirigir-se são intransitivos. Aparentemente eles têm complemento, pois Quem vai, vai a algum lugar. Porém a indicação de lugar é circunstância, e não complementação. Classificamos como Adjunto Adverbial de Lugar. Alguns gramáticos classificam como Complemento Circunstancial de Lugar. Esses verbos exigem a prep. a, na indicação de destino, e de, na indicação de procedência. Só se usa a prep. em, na indicação de meio, instrumento. Cheguei de Curitiba há meia hora. Vou a São Paulo no avião das 8h. Quando houver, na oração, um verbo intransitivo, com a prep. a, seguido de um substantivo feminino, que exija o artigo a, ocorrerá o fenômeno denominado crase, que deve ser caracterizado pelo acento grave (à ou às). Vou à Bahia.

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Paráfrase e paródia

Postado por Ricardo | Postado em 29/07/2010

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Paráfrase e paródia

Antes de começarmos a entender sobre a maneira pela qual se conceituam estes termos, é importante lembrarmos sobre a questão da intertextualidade.

A intertextualidade se dá através do diálogo estabelecido entre dois textos. Mas de que forma isso acontece?
Um exemplo bem simples é o título de uma redação, pois o “assunto” a ser discutido intertextualiza com nossas ideias, nosso conhecimento de mundo, ou seja, ninguém escreve ou fala sobre aquilo do qual não conhece ou não ouviu falar.

Podemos tecer um texto intertextualizando uma música, uma pintura, uma reportagem publicada em um jornal, um assunto polêmico que circula na mídia, e muitos outros.
Agora começaremos a entender mais sobre a paródia e paráfrase, que também são formas de intertextualização.

A paráfrase origina-se do grego “para-phrasis” (repetição de uma sentença). Assim, parafrasear um texto, significa recriá-lo com outras palavras, porém sua essência, seu conteúdo permanecem inalterados. Vejamos dois exemplos a seguir:

Texto Original

Minha terra tem palmeiras
Onde canta o sabiá,
As aves que aqui gorjeiam
Não gorjeiam como lá.
(Gonçalves Dias, “Canção do exílio”).

Paráfrase

Meus olhos brasileiros se fecham saudosos
Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’.
Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’?
Eu tão esquecido de minha terra…
Ai terra que tem palmeiras
Onde canta o sabiá!
(Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”)

Podemos notar que o poeta modernista Carlos Drummond de Andrade faz somente uma recriação daquilo que Gonçalves Dias já havia criado na era romântica.
Já a paródia é um exemplo de recriação baseada em um caráter contestador, às vezes até utilizando-se de uma certa dose de ironia e sarcasmo.
Este recurso foi muito utilizado pelos poetas modernistas com o objetivo de criticar os “moldes” de outras escolas literárias.
Para exemplificar temos:


Minha terra tem palmares
onde gorjeia o mar
os passarinhos daqui
não cantam como os de lá.
(Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).

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